De Nirvana a The Smashing Pumpkins, relembre obras que marcaram época nesse gênero tão importante
O Grunge é um dos gêneros musicais mais únicos da história. Instantaneamente reconhecível, ele foi como um trovão: chamou toda a atenção da indústria quando surgiu e, pouco depois, praticamente desapareceu sem deixar rastros.
É claro que o legado do Grunge segue muito vivo e, até hoje, bandas e artistas têm muita influência dos principais nomes desse subgênero do Rock. Isso sem nem mencionar as bandas que seguem ativas, como Pearl Jam, Alice in Chains e tantas outras, sempre se renovando e se mantendo no topo da cadeia alimentar do Rock.
No entanto, esse curto espaço de tempo em que o Grunge foi a grande moda nos rendeu alguns dos melhores discos daquela época, e é sempre uma tarefa difícil elencar um ranking quando temos tantas boas opções.
Ainda assim, tentamos assumir essa missão e logo abaixo você confere o resultado, junto com algumas faixas de destaque de cada um deles. Aproveite e depois conte pra gente no Instagram e Twitter se você concorda com as escolhas!
Os 10 melhores discos Grunge de todos os tempos
10Soundgarden – Superunknown (1994)
Faixas de destaque: “Spoonman”, “Black Hole Sun”, “The Day I Tried to Live”
9L7 – Bricks Are Heavy (1992)
Faixas de destaque: “Pretend We’re Dead”, “Shitlist”, “Wargasm”
8Stone Temple Pilots – Core (1992)
Faixas de destaque: “Plush”, “Creep”, “Sex Type Thing”
7Temple of the Dog – Temple of the Dog (1990)
Faixas de destaque: “Hunger Strike”, “Say Hello 2 Heaven”, “Call Me a Dog”
6Nirvana – In Utero (1993)
Faixas de destaque: “Heart-Shaped Box”, “All Apologies”, “Rape Me”
5The Smashing Pumpkins – Siamese Dream (1993)
Faixas de destaque: “Today”, “Cherub Rock”, “Disarm”
4Alice in Chains – Dirt (1992)
Faixas de destaque: “Would?”, “Rooster”, “Them Bones”
3Soundgarden – Badmotorfinger (1991)
Faixas de destaque: “Outshined”, “Rusty Cage”, “Jesus Christ Pose”
2Pearl Jam – Ten (1991)
Faixas de destaque: “Alive”, “Even Flow”, “Black”, “Jeremy”
1Nirvana – Nevermind (1991)
Faixas de destaque: “Smells Like Teen Spirit”, “Come As You Are”, “Lithium”, “In Bloom”, “Drain You”
Há tempos que venho “prestando atenção” às relações entre música e psicanálise, o que fez até mesmo propor um “Coletivo Música e Psicanálise” para estudar mais a fundo o tema com outros colegas. Mais recentemente fiz uma seleção de músicas para serem apresentadas no Congresso Internacional de Psicanálise e Filosofia, ocorrido da Universidade Positivo (18 a 20 de agosto de 2023). Fica aqui, então, a breve menção de algumas das músicas mais significativas e um link de referência para cada uma delas.
Fiz também esta pequena digressão sobre a letra da música tempos atrás na série Um Pouco de Música e Psicanálise, mantida durante a pandemia, principalmente.
Além de trazer na sua letra uma passagem que faz referência à psicanálise, foi a primeira música que toquei no violão, nos idos de 1984. Talvez diga alguma coisa de mim, não é?
Descubra como Leandro e Leonardo se tornaram uma das maiores duplas sertanejas do Brasil, em uma trajetória marcada por sucessos e emoções!
A história de Leandro e Leonardo é marcada por hits absolutos dos anos 90 e lembrados até hoje. Assim, os irmãos que saíram do interior de Goiás e enfrentaram dificuldades ganharam o país, tornando-se parte da história da música sertaneja.
Se você era jovem nessa época, certamente se lembra da carreira da dupla e já está sentindo nostalgia. Mas, se quer conhecer um pouco mais sobre esses artistas, está na hora de conhecer a biografia de uma das duplas mais icônicas do país.
Então, venha com a gente conhecer a biografia de Leandro e Leonardo!
Qual o nome verdadeiro de Leandro e Leonardo?
Antes de tudo, o nome verdadeiro de Leonardo é Emival Eterno Costa, e o de Leandro era Luís José da Costa. Os dois começaram a carreira após Luís perceber que tinha vocação para música, enquanto trabalhavam em uma plantação de tomates da família.
Nesse sentido, o jovem foi vocalista da banda Os Dominantes, que fazia covers de Roberto Carlos e Beatles. Como resultado, ele teve certo destaque na cidade de Vianópolis, interior de Goiás.
Após o período na banda, Luís decidiu sair e formar uma dupla com seu irmão, que trabalhava em uma farmácia.
A partir daí, eles venceram um programa de calouros da TV local e, com o dinheiro da premiação, seguiram para São Paulo para gravar o primeiro álbum.
Embora tivesse tiragem de somente 500 cópias, o projeto serviu para abrir portas para uma gravadora. Assim, o disco Leandro & Leonardo Vol. 1 foi lançado em 1986 e, no ano seguinte, Leandro & Leonardo Vol. 2 também ganhou as ruas e as rádios.
Mesmo assim, os álbuns não tiveram a repercussão esperada, o que fez com que a dupla lançasse um novo disco, dessa vez pela gravadora Continental. Nascia aqui o início do sucesso.
Como Leandro e Leonardo ficaram famosos?
Foi só a partir do lançamento de seu terceiro álbum, Leandro Leonardo Vol. 3, que o reconhecimento veio de fato, no ano de 1989.
Nele, estava a primeira música de sucesso de Leandro e Leonardo: Entre Tapas e Beijos. Além disso, o álbum contava com regravações de Zezé Di Camargo e Roberta Miranda.
No ano seguinte, eles lançaram o quarto disco, o mais vendido de toda a carreira, com quase 3 milhões de cópias. Dessa maneira, Leandro & Leonardo inclui os hits Pense em Mim e Desculpe, Mas Eu Vou Chorar, que embalaram o sertanejo dos anos 90.
Depois disso, o álbum seguinte apresentou aos fãs canções como Esta Noite Foi Maravilhosa e Temporal de Amor. Esta última, aliás, foi um sucesso maior que o esperado, tornando-se hit internacional, regravada até mesmo em castelhano.
Depois de tanta repercussão, mudaram de gravadora e emplacaram mais canções memoráveis nos álbuns seguintes, como Mexe Mexe e Dor de Amor Não tem Jeito.
Ao contrário dos demais álbuns da dupla, o volume 9 contava com influências country, resultando na Festa de Rodeio. Se você era criança nessa época, certamente dançou uma coreografia dela na Festa Junina!
Mas, além disso, o mesmo álbum ainda contaria com Eu Juro, uma balada romântica atemporal (versão de I Swear).
Além disso, foi também no Leandro & Leonardo Vol. 11 que o sucesso nacional Cerveja estourou.
Após ser encontrado desmaiado em abril de 1998, Leandro descobriu que estava com câncer no pulmão. O diagnóstico veio após um exame de raio-x revelar que ele tinha um tumor já com o tamanho de uma laranja.Após procurar tratamentos, inclusive fora do país, o cantor descobriu que seu câncer era raro – tumor de Askin – e com pouca chance de sobrevivência.
seu último ato público, o artista apareceu na janela do apartamento, enrolado em uma bandeira do Brasil, em apoio à Seleção, já que estava em período de Copa.
A imagem ficaria marcada para sempre na TV brasileira e na história de Leandro e Leonardo.
Leandro faleceu em junho de 1998 em decorrência da doença, que desencadeou em parada cardiorrespiratória e falência múltipla dos órgãos.
Qual a música Leonardo fez para Leandro
Após o falecimento de Leandro, Leonardo seguiu carreira solo e lançou, em 1999, o disco Tempo. O álbum contém a canção Mano, feita em homenagem ao irmão.
Composta por Chitãozinho, Paulinho Rezende, Paulo Debétio e Xororó, a canção traz confissões ao irmão sobre os momentos felizes vividos juntos.
Recentemente, o cantor usou parte de seu show de Réveillon para homenageá-lo, com fotos do cantor e sucessos de quando Leandro e Leonardo fizeram sucesso. Na época da pandemia, ele também citou a história dos dois em lives.
Além disso, a Rede Globo exibiu o especial Por Toda a Minha Vida, em 2007, com depoimentos de famosos sobre a vida e carreira de Leandro. Na ocasião, participaram do especial Xuxa, Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e o músico Toquinho
Apesar de vários hits, o álbum Um Sonhador foi o que recebeu disco de diamante, com vendagem acima de 2 milhões de cópias. A música de mesmo nome foi considerada o último sucesso da dupla juntos.
Como resultado do desejo de Leandro, doaram-se os lucros do CD para instituições de combate ao câncer.
Mantenha a História de Leandro e Leonardo Viva !!
Agora que você conhece a história de Leandro e Leonardo, que tal passá-la para outras gerações? Para isso, compartilhe este post com sua galera!
Ademais, se você toca violão, o que acha de incluir em seu repertório as melhores músicas da dupla e tocar com os amigos?
Juntos, vocês aperfeiçoam as técnicas de violão sertanejo, se inspiram para criar suas próprias versões e homenageiam a trajetória do Leandro e da dupla.
Em 1956, foi lançado nos Estados Unidos e na Europa o longa The Girl Can’t Help It, cujo título no Brasil chegou anos mais tarde como Sabes o que Quero. Protagonizado por Jayne Mansfield, o longa pode ter passada despercebido por muita gente, mas foi fundamental para a fundação de ninguém menos que Os Beatles.
Embora tenha uma história rasa, Sabes o que Quero foi a introdução de muitos ouvintes para a face de seus ídolos. O filme conta com a participação de Little Richard, Fats Domino, Eddie Cochran, Gene Vincent, The Platters e Abbey Lincoln, todos no mesmo lugar e apresentando suas músicas icônicas de rock
Em uma década que não existiam filmes-concertos e videoclipes, poder ver seus ídolos em ação foi fundamental para que muitos ouvintes se apaixonassem ainda mais pela música. Já existiam musicais, claro, mas nada de rock e nada com músicos “de verdade”.
Os Beatles e sua influência pelo filme
No verão de 1957, The Girl Can’t Help It chegou até Liverpool e John Lennon foi aos cinemas assistir a produção. Apaixonado pela metade focada na música, o jovem garoto decidiu criar sua própria banda, o The Quarrymen, com seus colegas de colégio.
Outro membro dos Beatles também foi impactado pelo filme. Quando foi fazer seu teste para entrar no The Quarrymen, Paul McCartney imitou o estilo de tocar de Eddie Cochran em Sabes o que Quero, interpretando a música Twenty Flight Rock.
McCartney conseguiu entrar na banda e tornou-se amigo de John Lennon. Alguns anos se passaram e os dois formaram um novo grupo com Ringo Starr e George Harrison. O resto é história.
Último dos rockstars morreu aos 87 anos. Teve sete casamentos, um deles com a prima de apenas 13
Ele foi e fez tudo muito – e isto não foi necessariamente positivo. Com a morte de Jerry Lee Lewis hoje, aos 87 anos, de causas naturais, foi-se o último dos sobreviventes – e o maior dos anti-heróis – do time de pioneiros do rock’n’roll lançados pelo Sun Studios, de Memphis, Tennessee (colegas de gravadora:
Elvis Presley, Roy Orbison, Johnny Cash e Carl Perkins).
The Killer, o apelido que o acompanhou por toda a vida, protagonizou, por mais de meio século, uma carreira errática. Em que mais de uma vez sua tumultuada trajetória pessoal suplantou suas conquistas musicais. Mas isto não tira dele, de maneira alguma, a importância e o protagonismo frente ao rock.
“Great balls of fire” (1957) é seu primeiro disco – e, diante dele, o mundo veio abaixo e nunca mais foi o mesmo.
Assim como Elvis, Lewis veio das entranhas do Sul dos Estados Unidos, terra do blues e da música negra. Nascido em 29 de setembro de 1935 em Ferriday, Louisiana, de uma família humilde, tinha apenas oito anos quando o pai hipotecou sua casa para lhe dar um piano. Na época, aluno de uma escola evangélica, acabou sendo expulso por tocar versões aceleradas de hinos religiosos.
Nunca mais voltou a estudar e abraçou a música de todas as maneiras que pôde – country, boogie-woogie, rhythm’n’blues, gospel. Sua primeira apresentação aos 14 anos foi na inauguração de uma concessionária de carros. Em 1956, bateu às portas da Sun Records e logo se tornou pianista de Cash, Perkins e Elvis, grupo posteriormente apelidado de Million Dollar Quartet.
Um ano mais tarde viria o álbum de estreia. Irritado porque, com o piano, não podia dançar no palco como Elvis e sua guitarra, Lewis não fez por menos: passou a chutar seu próprio instrumento. E ao longo de sua trajetória passou a fazer de tudo com o piano: tocava com os pés, com os punhos cerrados e até mesmo com o traseiro. Tudo era possível no palco.
Para além de “Great balls of fire”, Lewis teve outros sucessos, não muitos, mas que lhe garantiram seu lugar como arquiteto do rock’n’roll: “Whole lotta shakin’”, “High school confidential” e “Breathless”, “Lovin’ up a storm” e “Chatilly lace” são as mais conhecidas de uma trajetória que somou 40 álbuns de estúdio.
Sua vida pessoal é uma somatória de tragédias e acontecimentos desmedidos que impressionam por não ter catapultado sua carreira na música. Ao se casar com a prima Myra Gale Brown, então com 13 anos, Lewis colocou uma pá de cal em sua própria trajetória.
Na época, 1958, ele estava no auge e em plena turnê pelo Reino Unido. Quando o escândalo foi revelado, o restante dos shows foi cancelado. Estações de rádio e promotores de shows dos EUA também o colocaram na lista negra, e sua popularidade desapareceu. Ele nunca mais teve um hit no Top 20 dos EUA.
Myra Gale foi a mulher número três de Lewis – ao todo foram sete casamentos. Ele, que teve seis filhos, ainda testemunhou a morte de dois – Steve Allen Lewis se afogou em uma piscina aos três anos e Jerry Lee Lewis Jr., que chegou a tocar bateria com ele, morreu em um acidente de carro aos 19 anos.
Sua quarta mulher, Jaren Elizabeth Gunn Pate, também morreu afogada em uma piscina em meio a um divórcio turbulento. Já a quinta, Shawn Stephens, sucumbiu a uma overdose.
Mais: em seu 41º. aniversário, Lewis atirou no peito de seu próprio baixista. Também jogou um Rolls Royce em um fosso, viciou-se em analgésicos e sangrou, quase até morrer, de uma úlcera no estômago.
O ator Dennis Quaid interpreta Jerry Lee Lewis no fillme "A fera do rock", de 1989
A série de úlceras foi responsável por perder um terço do estômago. Em 1986, dois anos após ter sobrevivido à cirurgia, ele chegou ao Rock’n’roll Hall of Fame, tendo como colegas Chuck Berry e Elvis. Com o primeiro, ficou notória a história do show em que Lewis incendiou o piano por não aceitar tocar antes que Berry. Com Elvis também houve altercações. Em 1976 Lewis foi preso depois de aparecer bêbado em Graceland com uma arma carregada no painel de seu carro.
Ganhou muito, mas acabou devendo centenas de milhares de dólares à Receita Federal. Em 1994, quando começou a receber turistas em sua residência perto de Nesbit, Mississippi – cuja piscina tinha a forma de um piano – ele criou um número de telefone para que os fãs pudessem ligar para uma mensagem gravada. Custou, na época, US$ 2,75 por minuto.
A despeito de tamanha bagagem, Lewis conseguiu se reinventar na música. Na década de 1960 fez sucesso no country, período em que ganhou três Grammys. Mais recentemente, reuniu outros grandes como ele em três álbuns, seus últimos discos.
“Last man standing” (2006) contou com a participação de 21 grandes, Mick Jagger, Jimmy Page, Bruce Springsteen, B.B. King e Keith Richards entre eles. Quatro anos mais tarde Lewis levou Jagger, Richards, Sheryl Crow e Tim McGraw, entre outros, para participar do álbum “Mean old man”. Seu derradeiro trabalho é “Rock & roll time” (2014), que contou com sessões de estúdio de Richards, Ron Wood e Neil Young.
Há 13 anos apresentou-se em Belo Horizonte. Em 20 setembro de 2009 encerrou uma turnê pelo Brasil no finado Music Hall, em Santa Efigênia. Noite de domingo, a casa estava pela metade. Mas nada disto fez diferença para músico, um senhor de sapatos brancos e camisa bicolor, e a plateia.
Prestes a completar 74 anos na época, disse a esta repórter que não era mais o mesmo. “Os reflexos estão mais lentos. É claro que não pulo mais como antes. A precaução vem junto com a idade. E você sabe que fiz muitas coisas loucas na minha vida.”
Sua trajetória foi parar no cinema em 1989, no filme “A fera do rock”, com Dennis Quaid como Lewis e Winona Ryder como Myra Gale. Sobre estas “coisas loucas” lidas pelo cinema, Lewis disse não concordar: “Atualmente vejo esse assunto de uma forma melhor do que no passado. A verdade é que não fiquei nada feliz quando ele foi lançado. Aliás, ninguém da minha família ficou.”
Na conversa, não perdeu a fleuma de maneira alguma – e apesar das muitas pelas quais passou na vida. “Não vejo ainda hoje alguém tocando piano como eu. Costumo dizer que basta me dar um piano para daí a 15 minutos as pessoas começarem a balançar, gritar e tremer dos pés à cabeça.” (com agências)
The Smiths foi uma banda inglesa da década de 1980 que revolucionou a indústria musical em diversos aspectos. Enquadrado nos gêneros do rock alternativo, indie rock.